Sl 149

From Biblia: Os Quatro Evangelhos e os Salmos
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149 Hino de vitória

 

1 Aleluia!


Cantai ao Senhor um cântico novo[1];

esteja o seu louvor na assembleia dos fiéis!

2 Alegre-se Israel pelo seu criador;

que os filhos de Sião se regozijem pelo seu rei!

3 Louvem o seu nome com danças;

cantem-lhe ao som de tambores e harpas!

4 Pois o Senhor quer o bem do seu povo

e honra os humildes com a salvação.

5 Que os fiéis celebrem a sua glória

e cantem jubilosos em seus leitos[2]!


6 Na sua garganta estejam as grandezas de Deus,

nas suas mãos, espadas de dois gumes[3],

7 para realizarem a vingança contra as nações

e darem o castigo aos povos;

8 para prenderem os seus reis com correntes,

e os seus nobres, com algemas de ferro;

9 para lhes aplicarem a sentença registada[4].

Ele é glória para todos os seus fiéis[5].


Aleluia!



  1. Este salmo é mais um hino que celebra a realeza de Deus em Sião. O contexto é o da máxima solenidade, i.e., a assembleia dos fiéis. O convite ao louvor é tão insistente que poderia deixar passar despercebida a parte narrativa que os hinos costumam integrar. Esta concentra-se principalmente nos vv. 7-9, em que os habitantes de Sião, sob o comando do seu rei divino, se sentem como que capacitados para exercer domínio e governar os poderosos que anteriormente os assolavam.
  2. Num hino que se movimenta entre a grandiosidade do louvor universal a Deus e as tarefas políticas de confrontação com as nações inimigas, esta recomendação para um solene louvor nos leitos, apesar do seu caráter inesperado, é uma indicação de que a grandiosidade de uma manifestação de fé mantém significado, mesmo quando transposta da grande assembleia dos fiéis para a intimidade doméstica. Há quem pense que poderia tratar-se de tapetes de oração, usados mesmo nas cerimónias. O Sl 4,5 poderia conter mais uma referência a este assunto.
  3. Mesmo que referidas de forma tão material e concreta, estas ações de domínio sobre outros povos (vv. 6-9) apresentam um matiz simbólico, que lhes vem do contexto de efusiva solenidade que o ambiente do salmo define. O paralelismo do v. 6 mostra bem a cumplicidade existente entre as duas dimensões: a do louvor e a do gesto militar.
  4. Esta referência a uma sentença registada coloca estas ações de domínio sobre os outros povos no lado de Deus. É portanto mais uma descrição da razão e da justiça, que Deus representa, e não tanto a referência a uma intervenção prática.
  5. Os salmos 148 e 149 terminam ambos com uma proclamação de orgulho e satisfação, que lhes vem da especial proximidade que têm com o santuário de Deus.



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