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From Biblia: Os Quatro Evangelhos e os Salmos
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<span style="color:red"><sup>1</sup></span>&nbsp;''Ao diretor do coro. Sobre a lira de Gat. Dos filhos de Coré. Salmo.''
  
  
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<span style="color:red"><sup>2</sup></span>&nbsp;Quão amáveis são as tuas moradas<ref name="ftn501">Este é mais um dos salmos de Sião (cf. Sl 46,2 nota). Nele se manifesta o enlevo que produz sobre o peregrino o facto de pensar no santuário do Senhor, em Sião. A morada de Deus no santuário é descrita com recurso a palavras no plural, como no v. 2, o qual, na tradição de Canaã, sublinha a grandeza de quem ali habita e a amplidão dos palácios. Assim se usava engrandecer os palácios dos reis no antigo Oriente. Ora, Deus é aqui apresentado como um rei em Sião (1Rs 6). A referência às primeiras chuvas no v. 7 poderia ser uma alusão ao tempo da festa das Tendas que ocorria no início do outono. Tem algumas semelhanças com os salmos de peregrinação, que acompanhavam a viagem para as grandes festas a celebrar em Jerusalém (Ex 23,17; Dt 16,16).</ref>,
  
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:e ali põem os seus filhotes.
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É junto dos teus altares, Senhor dos Exércitos,
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:e continuamente cantam os teus louvores.
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<span style="color:red"><sup>7</sup></span>&nbsp;Os que atravessam o vale do pranto<ref name="ftn502">A referência ao ''vale do pranto'' pode corresponder ao vale de Gué Hinom, situado a oeste de Jerusalém, por onde os peregrinos entravam na cidade e onde se encontravam os caminhos vindos do norte, do sul e do oeste. Se o salmo se enquadra na festa das Tendas, esta entrada acontece no outono, que é realmente o tempo das primeiras chuvas.</ref>
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:fazem dele uma nascente,
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<span style="color:red"><sup>10</sup></span>&nbsp;Olha para aquele que é o nosso escudo, ó Deus;
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:põe os olhos no rosto do teu ungido<ref name="ftn503">A referência ao escudo e ao ungido sugerem que uma proteção especial de Deus era pedida para o rei, personagem a quem aqueles dois conceitos correspondem de forma especial. Se o salmo for de depois do exílio, o ungido pode ser o sumo-sacerdote, uma vez que se tornara o centro da comunidade e do templo. Aos retornados está reservada uma espécie de paz messiânica prometida por Isaías e Zacarias.</ref>.
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<span style="color:red"><sup>11</sup></span>&nbsp;É melhor um dia nos teus átrios
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:do que mil em minha casa<ref name="ftn504">Ou: ''em lugar por mim escolhido''. Há quem leia ''baħarti'' como início da frase seguinte: ''Já escolhi.''</ref>.
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É melhor ficar à porta da casa do meu Deus
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:do que habitar nas tendas do malfeitor.
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<span style="color:red"><sup>12</sup></span>&nbsp;Pois Deus, o Senhor, é como um Sol e um escudo;
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:o Senhor concede a graça e a glória.
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Ele não recusa os seus favores
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:àqueles que vivem com retidão.
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:feliz aquele que em ti confia.
  
  

Latest revision as of 09:38, 18 December 2019

84(83) Saudades da casa de Deus

 

1 Ao diretor do coro. Sobre a lira de Gat. Dos filhos de Coré. Salmo.


2 Quão amáveis são as tuas moradas[1],

ó Senhor, Deus dos Exércitos.

3 A minha alma se consome,

suspirando pelos átrios do Senhor;

o meu coração e o meu corpo

exultam de alegria pelo Deus vivo.


4 Até os pássaros encontram abrigo,

e as andorinhas têm um ninho
e ali põem os seus filhotes.

É junto dos teus altares, Senhor dos Exércitos,

meu rei e meu Deus.

5 Felizes os que habitam na tua casa,

e continuamente cantam os teus louvores.

6 Feliz aquele que tem em ti a sua força

e no seu coração as peregrinações.

7 Os que atravessam o vale do pranto[2]

fazem dele uma nascente,
como as primeiras chuvas o cobrem de bênçãos.

8 Caminharão cada vez com mais forças,

até contemplarem a Deus, em Sião.


9 Ó Senhor, Deus dos Exércitos, escuta a minha prece;

presta-me atenção, ó Deus de Jacob.

10 Olha para aquele que é o nosso escudo, ó Deus;

põe os olhos no rosto do teu ungido[3].

11 É melhor um dia nos teus átrios

do que mil em minha casa[4].

É melhor ficar à porta da casa do meu Deus

do que habitar nas tendas do malfeitor.


12 Pois Deus, o Senhor, é como um Sol e um escudo;

o Senhor concede a graça e a glória.

Ele não recusa os seus favores

àqueles que vivem com retidão.

13 Ó Senhor dos Exércitos,

feliz aquele que em ti confia.



  1. Este é mais um dos salmos de Sião (cf. Sl 46,2 nota). Nele se manifesta o enlevo que produz sobre o peregrino o facto de pensar no santuário do Senhor, em Sião. A morada de Deus no santuário é descrita com recurso a palavras no plural, como no v. 2, o qual, na tradição de Canaã, sublinha a grandeza de quem ali habita e a amplidão dos palácios. Assim se usava engrandecer os palácios dos reis no antigo Oriente. Ora, Deus é aqui apresentado como um rei em Sião (1Rs 6). A referência às primeiras chuvas no v. 7 poderia ser uma alusão ao tempo da festa das Tendas que ocorria no início do outono. Tem algumas semelhanças com os salmos de peregrinação, que acompanhavam a viagem para as grandes festas a celebrar em Jerusalém (Ex 23,17; Dt 16,16).
  2. A referência ao vale do pranto pode corresponder ao vale de Gué Hinom, situado a oeste de Jerusalém, por onde os peregrinos entravam na cidade e onde se encontravam os caminhos vindos do norte, do sul e do oeste. Se o salmo se enquadra na festa das Tendas, esta entrada acontece no outono, que é realmente o tempo das primeiras chuvas.
  3. A referência ao escudo e ao ungido sugerem que uma proteção especial de Deus era pedida para o rei, personagem a quem aqueles dois conceitos correspondem de forma especial. Se o salmo for de depois do exílio, o ungido pode ser o sumo-sacerdote, uma vez que se tornara o centro da comunidade e do templo. Aos retornados está reservada uma espécie de paz messiânica prometida por Isaías e Zacarias.
  4. Ou: em lugar por mim escolhido. Há quem leia baħarti como início da frase seguinte: Já escolhi.



Salmos

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