Sl 141

From Biblia: Os Quatro Evangelhos e os Salmos
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141(140) Súplica na adversidade

 

1 Salmo. De David.


Por ti eu clamo, Senhor, vem depressa junto a mim[1];

escuta a minha voz, quando te invoco.

2 Seja a minha oração como incenso na tua presença[2],

e as minhas mãos erguidas como a oferta da tarde.

3 Põe, Senhor, uma guarda à minha boca

e uma defesa à porta dos meus lábios.

4 Não deixes que o meu coração se incline para coisas más,

nem se envolva em delitos de malfeitores.

Que eu não me junte com criminosos,

nem tome parte em seus lautos banquetes.

5 Castigue-me aquele que é justo,

e aquele que é piedoso me repreenda.

Mas que o óleo dos maus não me perfume a cabeça;

e que, ao fazerem o mal, eu permaneça em oração.

6 Quando forem atirados para as mãos duras dos seus juízes,

hão de ouvir como são amáveis as minhas palavras.

7 Como quando se cava e se lavra a terra,

os seus ossos[3] dispersos foram engolidos pela morte[4].

8 É para ti, Senhor, que se voltam os meus olhos;

Senhor, em ti me refugio, não desampares a minha alma.::

9 Guarda-me do laço que estenderam contra mim,

das armadilhas dos que praticam a iniquidade.

10 Que os malfeitores caiam nas suas ciladas,

enquanto eu vou prosseguindo o meu caminho.



  1. Neste salmo individual de súplica o choque entre o comportamento dos maus e a situação de perigo que isso representa para o salmista não são tratados somente como uma questão de agressão e de injustiça, mas sobretudo como uma confrontação entre modelos opostos de comportamento. Isso obriga o salmista a uma atitude de amabilidade, por um lado, e de resguardo e afastamento, por outro. O facto de o hebraico aqui usado parecer algo antigo torna difícil conseguir uma tradução mais explícita.
  2. A oração é aqui matizada com várias metáforas recolhidas da vida cultual do templo: o incenso usado em várias cerimónias, o ambiente interior do santuário, o gesto de erguer as mãos e o sacrifício da tarde (Ex 29,38-42; Lv 2,1s,15; Sl 28,2; 63,5; 66,15).
  3. Ou: os meus ossos. A maior dificuldade deste v. consiste em saber de quem são os ossos que descem ao mundo dos mortos. A NVg entende os seus ossos, mas a Vg e os LXX entendiam os nossos ossos. Na primeira hipótese funciona como descrição do castigo dos maus; na segunda, como o sofrimento profundo que atinge os bons. No entanto, em 11QPsª aparece como os meus ossos. Tendo em conta que todo o salmo está declarado na primeira pessoa do singular, a ocorrência de nossos ossos neste v. 7 parece pouco lógico. Normalmente, o estar à boca do abismo da morte faz parte da lamentação do salmista; a primeira pessoa poderia, neste caso, fazer sentido.
  4. Lit.: pelo Cheol. O texto dos vv. 6-7 é de molde a deixar sempre algumas hesitações na tradução.



Salmos

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